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Almanaque Historinhas Sem Palavras # 1 tem 80 páginas, custa R$ 4,50 e é uma publicação da Panini Comics.
Blog sobre quadrinhos

The Spirit Storyboards A Dark Horse lançará o livro Frank Miller - The Spirit Storyboards.
A carreira de Mickey Rourke está sendo recriada graças ao filme Wrestler, de Darren Aronofsky, e a papéis como Marv, em Sin City.
O cearense M. V. R. S. L., 36 anos, segue uma rotina diária que pouco se altera. De segunda a sexta-feira, acorda de manhã bem cedo. Para isso, o despertador do celular, que toca o tema clássico do Super-Homem, ajuda no cumprimento do horário.
Maluco, nerd ou fanático? Para muitos, essas e outras opções cairiam como uma luva na definição desse fã e nas explicações sobre seu comportamento. Mas, à luz da psicologia e sociologia, ele rende um rico debate que tanto poderia encaixá-lo na categoria dos que têm dificuldades no convívio em sociedade ou sofrem de conflitos íntimos por causa de uma suposta dependência, quanto dentre aqueles que fazem da leitura e do colecionismo de quadrinhos e artigos afins uma prática bastante saudável, muitas vezes estimulada em tratamentos psicológicos ou atividades educacionais.
O historiador Rodrigo Scama, de Curitiba/PR, é ainda mais direto quando perguntado sobre seu nível de relação com os quadrinhos. "Sou viciado. E com orgulho. Qual pessoa teria vergonha de dizer que é viciado em literatura?", desafia.
Esse consumismo instigado pela indústria de entretenimento e colecionáveis, a que o sociólogo se refere, pode ser conferido não apenas naquilo que qualquer geração tem visto nos apelos comerciais direcionados às crianças. Em consonância com a pouca renovação de leitores e o envelhecimento do público de quadrinhos, uma variada gama de produtos para adultos vem sendo lançada em profusão com motivos dos personagens que acompanharam o crescimento de seus fãs.
E se, quando criança, o fanboy comprava bonecos e estatuetas para brincar, hoje continua sua coleção apenas para exibi-los em uma prateleira. Por um preço bem mais inflacionado, como mostram os quase diários lançamentos que encantam e desencantam - dependendo de quem puder ou não adquirir tantos objetos de adoração.
"Numa visita a uma comic shop, eu e meu marido encontramos um de seus colegas de trabalho. Assim que nos viu e fizemos menção de cumprimentá-lo, ele praticamente se jogou dentro de uma caixa cheia de mangás, para se esconder. Para ser mais exata, devo dizer que ele deixou o lugar alguns poucos minutos depois, sem comprar nada, aparentemente assustado com a nossa tentativa de falar com ele", comentou a gaúcha Viviane Poitevin Melega, bacharel em Direito e estudante de Psicologia. "Talvez seja clichê dizer que um fanboy é um menino crescido que, como Peter Pan, se esconde numa terra encantada para fugir das agruras da vida adulta, mas acredito que há certa verdade nisso. Ele parece afirmar que, se a realidade é estreita demais para a envergadura de seus sonhos, a saída é abdicar de ambições comuns e mergulhar de vez no universo dos feitos extraordinários."
Por outro lado, ele não se considera uma vítima. "Não sinto nenhum preconceito por ser leitor de quadrinhos. Meu círculo de amizades não é composto por fãs de gibis e todos os meus amigos que foram à minha casa já viram minha coleção e jamais demonstraram qualquer sombra de preconceito. Já falei abertamente, uma ou duas vezes, com meus colegas de trabalho sobre esse meu hábito. Mas há uma tendência, percebo, a considerarem que HQs são um mero hobby que mantive por saudosismo da minha infância, mas isso não pode ser classificado como preconceito, pois a sociedade hoje parece aceitar esses hobbies: mulheres adultas que colecionam bonecas, homens que colecionam miniaturas de carros...".
"Sempre que eu ouvia, numa comic shop, um fanboy exibir a outro, na prateleira ao lado, os seus conhecimentos de histórias em quadrinhos de super-heróis, tinha a sensação de que ele queria deixar bem claro que mulheres, com os neurônios ocupados demais com roupas e namorados, jamais teriam inteligência suficiente para captar a complexidade do assunto. Contudo, apesar de me sentir um pouco irritada com isso, tenho de admitir que esse comportamento não é essencialmente diferente do que homens também fazem com relação, por exemplo, ao futebol", disse Viviane Lisboa.
Conferir importância vital a algo tão simples (embora apaixonante) quanto uma história em quadrinhos, chegando ao ponto de criar desafetos ou prometer estrangular alguém quando o encontrar na rua, simplesmente por achar que um opinante é capitalista selvagem por falar bem do Tio Patinhas ou comunista militante, por gostar de Alan Moore, atenta contra a própria lógica da diversão e do entretenimento das HQs, além de demonstrar um comportamento patológico que requer cuidados, alertam psicólogos e sociólogos.
O estúdio Lionsgate decidiu adiantar o lançamento nos cinemas americanos da adaptação de "The spirit" para dia 25 de dezembro. A adaptação dos quadrinhos de Will Eisner tinha estréia prevista inicialmente para janeiro de 2009. A informação é da revista especializada "Hollywood Reporter".
A versão cinematográfica da HQ tem direção e roteiro assinados por Frank Miller (de "Sin City - A cidade do pecado").
O elenco traz Scarlett Johansson, Samuel L. Jackson, Gabriel Macht, Eva Mendes, Sarah Paulson, Stana Katic, Dan Lauria, Jaime King, Paz Vega e Louis Lombardi.
Com o lançamento previsto para o Natal, "The spirit" vai disputar a bilheteria com as estréias de "Bedtime stories", da Disney, e "Marley e eu", da Fox.
"'The spirit' é um grande filme e uma obra de entretenimento irresistível. Para nós, foi uma decisão fácil", disse o presidente da Lionsgate, Tom Ortenberg, à "Hollywood Reporter".
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LUYTEN, Sonia Maria Bibe. Mangá: O poder dos quadrinhos japoneses. São Paulo, Estação Liberdade, 199h
LEIA TAMBÉM:
Desvendando os quadrinhos - de Scott McCloud (Makron Books)
Quadrinhos e Arte Seqüencial - Will Eisner (Martins Fontes)
A explosão dos quadrinhos; A Linguagem dos Quadrinhos; Para ler Quadrinhos - Todos de Moacyr Cirne (Editora Vozes)
Shazam! - de Álvaro de Moya (Editora Perspectiva)
História da História em Quadrinhos - de Álvaro de Moya (Editora Brasiliense)
Os Quadrinhos - de Antônio Luiz Cagnin, da Editora Ática
História em Quadrinhos, leitura crítica - de Sônia M. Bibe Luyten (Edições Paulinas)
Mangá: o poder dos quadrinhos japoneses - de Sônia M. Bibe Luyten (Estação Liberdade)
História em Quadrinhos - de Ailda A Anselmo (Vozes)
Mundo dos Quadrinhos - de Ionaldo Cavalcanti (Símbolo)
Sociologia dos Quadrinhos - de J. Marny (Civilização Brasileira)
Mafalda vai à Escola - de Liana Gottlieb (Iglu Editora/ ECA-USP)
O Quadrinho Erótico de Carlos Zéfiro - Otacílio d’Assunção (Record)
O mundo de Disney - de Álvaro de Moya (Geração Editorial)
Em inglês:
100 years of American Newspaper Comics - de Maurice Horn (Gramercy)
Comics, Comix and Graphic Novels - de Roger Sabin (Phaidon)
The Spirit era uma história muito incomum. Denny Colt, sua identidade secreta, vivia num cemitério, tendo por fiel assistente um jovem negrinho, o pobre Ebony White. Ele não tinha poderes especiais nem apetrechos para ajudá-lo; ele não tinha nem mesmo um veículo próprio. Seu cartão de apresentação era uma pequena lápide e ele não vencia sempre ao final das histórias... The Spirit poderia ser definido como um cidadão comum lutando por seus direitos; sua vida era um pouco mais animada apenas porque... ele era um personagem de quadrinhos.
Formalmente, The Spirit era uma revolução na linguagem dos quadrinhos.
Uma breve história de porquês...
Em 1952, o quadrinista Will Eisner deixou de desenhar The Spirit, seu personagem de maior sucesso e que estava então em pleno auge, porque decidiu se dedicar a outro tipo de histórias em quadrinhos: as educativas. “Sempre entendi que quadrinhos eram mais que diversão e na Segunda guerra eu entendi que eles poderiam ser uma arma para ensinar. Comecei a usar as HQs para divulgar ensinamentos aos soldados e, quando deixei o pentágono, continuei usando as histórias no ensino por meio de minha empresa”, conta Eisner, que passou a produzir não só ensinamentos em quadrinhos, como também adaptou uma série de grandes clássicos da literatura para a linguagem das HQs.
No Brasil, nem todos conhecem Will Eisner, mas muita gente está ciente do poder da linguagem dos quadrinhos e sobre como ela pode ser utilizada no ensino. Basta lembrar que vivemos em um país com tristes índices de analfabetismo funcional e no qual boa parte dos estudantes encara os livros como inimigos a serem vencidos em uma guerra, mas a maioria destes mesmos alunos não dispensa um gibizinho - quer seja ele uma Mônica, um Disney, um quadrinho de herói, cowboy ou até erótico.
Esse potencial não tem passado despercebido de professores das redes pública e privada. Pessoalmente, tenho observado o crescimento do interesse e da utilização dos quadrinhos nas palestras que dou em escolas, a maioria delas pelos ótimos projetos Correio Escola e Diário Educação, promovidos pela Rede Anhangüera de Comunicação nas escolas de Campinas e região. A participação dos mestres nas oficinas e seminários sobre HQs é crescente e, além de demonstrarem cada vez mais interesse por minhas histórias e informações, a cada ano que passa são eles, professores, que me relatam novas experiências bem sucedidas em sala de aula. O gibi, dizem, é uma forma eficiente e divertida de ensinar.
E as experiências do gênero não se resumem à região de Campinas. O cartunista Jal, em conversa telefônica, me revelou que está organizando e escrevendo um livro sobre o assunto, já que também ele dá palestras nas escolas de São Paulo, no projeto educativo do Grupo Folhas, e, assim como eu e todos os demais interessados, tem notado uma grande demanda em torno de informações sobre o assunto.
Este espaço visa justamente preencher a lacuna. Aqui, serão relatadas experiências e formas para se usar as revistas - não apenas as minhas ou as de outros colegas jornalistas e pesquisadores, mas também as suas, professor. Você pode nos enviar um relato sobre o trabalho que desenvolveu, com seu nome e o da escola onde ele foi levado a cabo, e o publicaremos com prazer. Temos aqui, ainda, a relação de algumas escolas e cursos, e ainda uma bibliografia que inclui livros sobre o assunto, para os interessados em aprofundar a pesquisa.
Espero, de todo o coração, que o conteúdo aqui encontrado seja útil a todos, alunos, pais e professores (afinal, todos somos um pouco de cada). E conto, sempre, com a colaboração de todos vocês. Atenciosamente,Dario Carvalho Júnior (DJ),
Junho de 2000





sendo recentemente reunidas pela Marvel no volume Daredevil by Frank Miller & Klaus Janson Omnibus HC, um calhamaço de capa dura e 816 páginas, ao preço de $99.99 US. Quando as histórias foram lançadas originalmente, não foi necessária tanta sofisticação editorial: bastaram simples revistinhas em papel-jornal, que custavam apenas cinquenta centavos de dólar e traziam o talento inovador de um jovem desenhista que demoliu velhos padrões dos quadrinhos. |
O QUE CONFERE QUALIDADE A UMA HQ?
“a expressão artística de um quadrinho bem realizado não está apenas no desenho otimamente composto, acadêmico ou não; antes está, a par de sua temática, no agenciamento narrativo, fundado nos cortes que apontam para a articulação semântica entre as imagens” (Cirne, 2000, p.144).